quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Educação para a Sustentabilidade com Professores de Chapadão do Céu no Parque Nacional das Emas




Educação Ambiental na matemática? Na história? Na arte? Na geografia? Na química?
Isso mesmo. Durante 03 dias professores da rede pública municipal do município de Chapadão do Céu-GO estiveram imersos no Parque Nacional das Emas quebrando paradigmas e buscando ações integradas junto ao Parque com vistas a assegurar Escolas mais Sustentáveis a partir de ações educativas e transformadoras. O desafio: Praticar a Educação Ambiental nas mais diversas áreas do ensino e preparar professores e alunos a lançarem novo olhar sobre a biodiversidade do Cerrado.

De acordo com a Política Nacional de Educação Ambiental, Lei Federal 9.795/99, a Educação Ambiental deve permear todas as disciplinas do ensino formal e, os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) abordam a Educação Ambiental como atividade transversal no ensino. Entretanto, essa prática nem sempre é exercida nas escolas e outras instituições de ensino no Brasil. Para que isso aconteça de forma efetiva, a gestão das escolas deve dar abertura para que os educadores se qualifiquem e aprimorem metodologias que incluam Educação Ambiental em suas disciplinas. Os professores por sua vez, devem estar preparados e dispostos para esse instigante desafio, pois a Educação Ambiental é direito e dever de todos. E foi com esse entusiasmo e com vontade de mudança que professores de Chapadão do Céu de várias disciplinas estiveram presentes no curso “Educação Ambiental e a Trama das Ciências” fazendo tudo junto, agora e ao mesmo tempo. 

A inspiração de toda ciência encontra-se inegavelmente na natureza, mas é preciso aprimorar nossa percepção, sensibilidade e interação com o ambiente para enxergarmos as interligações existentes e então agirmos responsavelmente. Interação com o ambiente nos torna mais humanos, solidários, responsáveis e nos traz qualidade de vida.
O Parque Nacional das Emas, considerado laboratório natural para estudos em biodiversidade do Cerrado e lugar de contato com o Cerrado, costuma receber visitantes do mundo inteiro que buscam descobrir seus encantos e riquezas ali abrigados, mas há necessidade de as comunidades de entorno melhor conhecê-lo e valorizá-lo. O Parque apresenta infinitas possibilidades de aulas interessantes nas diferentes disciplinas. Agora, por exemplo, estamos em plena estação chuvosa, portanto, é hora de desfrutar do espetacular Fenômeno da Bioluminescência. Que disciplina poderia medir a forma de disposição espacial dos cupinzeiros e de seus ilustres hóspedes vagalumes? 

A matemática! Qual a composição química da luz fria produzida pelos vagalumes e como é produzida por um organismo vivo? Qual o alimento dos vagalumes durante seu período de vida? Qual o tipo de movimento desenvolvido pelas aleluias e vagalumes? Que arte pode ser desenvolvida a partir da bioluminescência? Em que região geográfica isso ocorre e como ela é? No que isso nos melhora enquanto seres humanos?
Segundo a profa. Leila Neves, após o curso será mais fácil abordar o meio ambiente em suas aulas diárias. A profa. Fernanda Ribeiro considerou que vivenciando é mais fácil aplicar na disciplina que minsitra. A profa. Onilda Paulina reforçou que chegará com novo olhar tanto na escola quanto em casa e na cidade.

Por toda essa beleza desejamos que o Parque Nacional das Emas e o Cerrado se mantenham vivos eternamente no planeta Terra.
O curso foi ministrado pela equipe do Instituto Mamede de Pesquisa Ambiental e Ecoturismo com apoio da Cerradinho Bio, Secretaria Municipal de Educação de Chapadão do Céu e Parque Nacional das Emas. As atividades foram conduzidas pelas Educadoras Ambientais Simone Mamede e Maristela Benites e contaram com a participação especial de Ari Bassous (Fotógrafo de Natureza), Tietta Pivatto (Ornitóloga), Fernandinha Reverditto (Guia de Turismo e educadora ambiental) e Anne Zugman (Educadora Ambiental).
O Parque Nacional das Emas, Patrimônio Natural da Humanidade, permite ao visitante, professor, alunos e comunidade de forma geral vivenciar o Cerrado em sua plenitude.

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