terça-feira, 30 de julho de 2019

Oficina de Observação de Aves do Festival de Inverno 2019 transforma olhares e revela nova atividade turística para o distrito Águas do Miranda, Bonito - MS, Brasil


Atividade de campo da oficina de Observação e Identificação de Aves
Uirapuru-laranja
Na 20ª. Edição do Festival de Inverno de Bonito, o Instituto Mamede desenvolveu a Oficina de Observação e Identificação de Aves com a Comunidade “Águas do Miranda”, distrito de Bonito-MS. Entre aulas teóricas e saídas a campo, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer e interagir com a rica avifauna presente no distrito. Em aproximadamente 12 horas de atividades de campo, as aves nos brindaram com espetáculo de formas, cores, sons e belezas singulares reunidas em 102 espécies.
Aula teórica sobre aves
Mesmo com baixas temperaturas na manhã, e em plena estação seca, as aves estavam lá, como que, à espera de olhos e ouvidos que as descobrissem e com elas se encantassem. A oficina foi marcada pela descoberta das aves, antes despercebida pela comunidade. Alguns dos primeiros a recepcionar a equipe de observadores foram o tiriba-fogo (espécie que, no Brasil, aparece no Mato Grosso do Sul), o pica-pau-louro e o arapaçu-beija-flor. Os anfitriões já indicavam que o dia seria promissor!
Quem também apareceu foi o udu-de-coroa-azul, ave-símbolo de Bonito. Todos puderam conferir que suas cores e hábitat de ocorrência têm tudo a ver com Bonito. Rapinantes, psitacídeos, aquáticas, chaquenhas, de mata e de campo, as aves encheram de alegria o Festival de Inverno de Bonito – 2019.

Atividades práticas
O turismo de observação de aves se mostra como rico potencial ao desenvolvimento social e econômico e para conservação da biodiversidade de Águas do Miranda.
Jaqueline, professora na escola local, se orgulhou em dizer que o Rio Miranda deu tudo à comunidade de Águas do Miranda, desde alimento, lazer, renda e também dignidade. Assim, a Oficina de Observação e Identificação de Aves foi mais uma prova da rica biodiversidade local, confirmando o potencial para o ecoturismo e outros segmentos de baixo impacto socioambiental e que podem gerar renda e qualidade de vida, por meio da valorização e proteção da natureza.
O Instituto Mamede agradece ao 20º Festival de Inverno de Bonito, à Fundação de Cultura de MS e à Comunidade Águas do Miranda.

Depoimentos:
Ana Moreira 
Feliz por participar da Oficina de Observação de Aves. Quero agradecer  à Jaqueline, grande incentivadora. Tenho fé que serei uma grande guia de observação de aves.  Agradecer  também as profissionais  do Instituto  Mamede  que nos ensinaram muito e foi de grande valia. Esse só foi o começo, o primeiro passo de muitos que virão ainda. Obrigado a todos  os organizadores e colegas que tiveram juntos, foi uma aventura, com grande conhecimento. Temos muito pra aprender ainda, mas bora estudar e conquistar os objetivos.  Tô encantada até agora e com um novo olhar pra natureza, em especial às aves.
Ana Moreira (pescadora)



Profa. Jaqueline Santos

Agradeço imensamente à organização do Festival de Inverno de Bonito-2019, ao instituto Mamede por nos fazer enxergar com os olhos de ver...Obrigada por nos trazer esperança, por nos ensinar com tanta dedicação e amor... Agradeço a todos que compuseram essa equipe. Não iremos mais nos separar e juntos faremos dessa comunidade uma comunidade próspera, porém com responsabilidade, com amor a tudo que ela nos dá sem cobrar nada. Enfim ...obrigada💓
Jaqueline Santos (professora)

                                                  Quero gradecer imensamente à organização do Festival de Inverno por nos dar
Evanir
oportunidade de participar dessa Oficina de Observação de Aves que foi uma maravilha. À Jaqueline por estar sempre buscando o melhor para a nossa comunidade. Às palestrantes que fizeram um trabalho incrível para nos ensinar. E é através dessa oficina que hoje posso ver com outros olhos a riqueza que temos no nosso Distrito Águas do Miranda. Foi show estar do lado de pessoas maravilhosas e juntas tenho certeza que vamos fazer a diferença. Parabéns a todos ❤ 

Evanir (moradora do Distrito Águas do Miranda, Bonito-MS)


Profa Luciene
Venho só agradecer, pois no meu caso, achei que só ia desfrutar das trilhas mas acabei me apaixonando pela observação dos pássaros. Só tenho a agradecer à Jaqueline que me ofereceu essa vaga e ao Instituto Mamede, as profissionais que deram show nas explicações! Obrigada  por tudo que adquiri nesses 3 dias 🙏🏼
Luciene (profa da Escola do Distrito Águas do Miranda, Bonito-MS)
Lidiane

Primeiro quero agradecer a vocês por ter dado essa oportunidade de conhecer melhor nossas aves. Foi tudo lindo!! Espécie que nós até já  havíamos visto, mas não conhecíamos e sua beleza muito encantadora chama muito atenção com suas cores e cantos...
Lidiane (Estudante do ensino médio da escola do distrito Águas do Miranda)





Janaína, Águas do Miranda


Confesso que fui mais por curiosidade e saí apaixonada por cada aprendizado e por descobrir cada espécie de ave que nosso Águas do Miranda tem, é imensamente gratificante. Saí com minha bagagem cheia❤ . Obrigada Instituto Mamede 🐦 foi uma experiência única 😍
Janaína




Vinícius, Águas do Miranda



A oficina não foi só de conhecimento, foi também de muita aventura, alegria e muitos lifers. Agradeço à profa. Jaque que pode nos proporcionar essa oficina, também  agradecer ao Instituto Mamede que nos deu uma grande fonte de conhecimentos e nos ajudou a ter um olhar diferente sobre nossa comunidade onde temos uma diversidade de espécies de aves e saber sobre cada espécie foi muito gratificante e uma experiência muito divertida. Obrigado Instituto Mamede 🦅🦅🦅  Vinícius.




Simone Mamede
Sempre acreditei na possibilidade do matrimônio entre os patrimônios, que a conectividade entre a cultura, ambiente, história pudesse ser o elo para a solidez de uma comunidade com vistas à sustentabilidade. Quando a proteção do ambiente se torna uma cultura, quando a arte, o diálogo, o conhecimento são bases para uma construção maior e coletiva, podemos acreditar que estamos no caminho certo. Essa oficina parece ter sido um start de perspectivas de uma cultura mais sustentável. O primeiro passo foi dado. Me sinto feliz em poder fazer parte desta história com a equipe de patrimônio da Fundação de Cultura do MS e com a Comunidade do distrito Águas do Miranda, Bonito. 
Simone Mamede, Instituto Mamede de pesquisa Ambiental e Ecoturismo.

Confiram a lista das espécies registradas durante a oficina: https://taxeus.com.br/lista/13429 e http://ebird.org/view/checklist/S58522731
































quinta-feira, 18 de julho de 2019

Ecoturismo de Base Comunitária na Comunidade Quilombola Furnas da Boa Sorte: módulo de formação em Comunicação e Marketing

Integrantes do III Módulo de Formação em Ecoturismo de Base Comunitária
Comunidade Quilombola Furnas da Boa Sorte, Corguinho-MS, Brasil.

Mais um encontro marcou o processo de implantação do Ecoturismo de Base Comunitária na Comunidade Quilombola Furnas da Boa Sorte, em Corguinho/MS.
Rica em paisagens deslumbrantes e biodiversidade exuberante, o lugar de características prístinas, contagia e encanta o visitante, e não há falta de inspiração para o Ecoturismo. Tudo remete à natureza e interage com ela. A comunidade se localiza em área de transição entre Cerrado e Pantanal, cujo relevo singular, com morros e encostas providos pelo Planalto de Maracaju, ali se despede das altitudes mais elevadas e aos poucos vai se rendendo à planície de inundação pantaneira. Além da natureza, os visitantes têm a oportunidade de imersão na história e cultura da comunidade quilombola Furnas da Boa Sorte.
Desta vez, o módulo do curso de Ecoturismo de Base Comunitária – EcoTBC, na Comunidade trouxe o tema Comunicação e Marketing no Ecoturismo de Base Comunitária. O módulo foi ministrado pela equipe do Instituto Mamede de Pesquisa Ambiental e Ecoturismo, WWF-Brasil e ainda contou com a participação especial da Fundação de Turismo do Mato Grosso do Sul- FUNDTUR-MS. Até o momento foram realizados três módulos com os temas: EcoTBC: Planejamento e sustentabilidade; Produtos, serviços e roteiros em EcoTBC e o último realizado nos dias 12 a 14 de julho, sob o tema Comunicação e Marketing. Além do conteúdo relacionado à produção, estratégias de comunicação e divulgação, o curso abordou fotografia de natureza e sustentabilidade.
Neste módulo, foram instaladas placas de sinalização em algumas residências anfitriãs do EcoTBC e em alguns pontos na estrada. Famílias que estão participando desde o início do projeto, receberam placas indicativas dos serviços que oferecem ao turista, como: camping, hospedagem domiciliar (cama e café) e refeição. O curso foi especial e simbólico, pois definitivamente marcou a materialização do EcoTBC na comunidade quilombola, através da instalação das placas, as quais foram gentilmente patrocinadas pela União Europeia com apoio do WWF Brasil.
Participaram do curso moradores da comunidade quilombola, universitários, gestores públicos, turismólogos, publicitários e microempresárias do turismo. Os professores, Rodrigo Motta abordou sobre Marketing em redes sociais, Don Eaton sobre municípios sustentáveis, Simone Mamede sobre Ecoturismo de Base Comunitária, Geancarlo Merighi sobre Rota Turística Caminhos dos Ipês, Alexandre sobre produção audiovisual, Bolivar Porto sobre Fotografia de natureza e Maristela Benites sobre sustentabilidade. Os
conteúdos se integraram de forma bastante harmônica e com tanta inspiração proporcionada pela sociobiodiversidade local, não faltou matéria-prima para cada conteúdo abordado.
Ao final do curso, a comunidade nos brindou com produtos da terra, como: banana, mamão e mandioca, e produtos culinários por eles confeccionados: garapa, rapadura, melado, bolos e doces. Os produtos podem ser adquiridos na comunidade.
A Comunidade Quilombola Furnas da Boa Sorte é gestora do Ecoturismo de Base Comunitária e pode delinear seu próprio destino.
A iniciativa é apoiada pelo CEPF-BAP e executada por WWF Brasil e Instituto Mamede, e integra o projeto “Municípios Sustentáveis protegendo o berço das águas do Cerrado e as cabeceiras do Pantanal”. Além do turismo comunitário, o projeto abrange a coleta de sementes de espécies nativas do Cerrado para recuperação de áreas degradadas, o que permite constatar que as duas iniciativas integradas impactam positivamente e agregam valor às cadeias produtivas locais e regionais e mostram como é possível desenvolver sem destruir o Cerrado, mantendo estáveis os serviços ambientais providos pela natureza. Sustentabilidade assim se vislumbra quando comunidades são efetivamente envolvidas e beneficiadas, o ambiente é explorado de forma responsável e a economia prospera.

Cada passo é uma conquista e mostra inegável avanço, fruto do empenho e união de todos. Aos poucos o sonho tem se tornado realidade e vamos avançando na construção de territórios sustentáveis!
Este módulo contou com a parceria da Fundtur (Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul), em presença do diretor de desenvolvimento do turismo e de mercado - Geancarlo Merighi e do fotógrafo Bolivar Porto.
O Instituto Mamede agradece aos parceiros WWF Brasil, Fundtur-MS e Secretaria Municipal de Turismo e Meio Ambiente de Corguinho, MS.

Depoimentos:


Os projetos de desenvolvimento do Turismo de Base Comunitária são considerados por nós uma importante ferramenta pra diversificação de renda nas pequenas propriedades. Quando envolve comunidades especificas, como indígenas e quilombolas, o Turismo de Base Comunitária além de diversificar a renda, tem a capacidade de divulgar, além das belezas naturais, a cultura e o modo de vida tradicional deles, ou seja faz a Promoção do Ser Humano.
Geancarlo Merighi (Diretor de desenvolvimento de turismo e mercado - FUNDTUR-MS)

O trabalho de Ecoturismo de Base Comunitária da Comunidade Quilombola Furnas da Boa Sorte vem sendo organizado a muitas mentes e mãos, envolvendo o protagonismo da comunidade, o apoio de profissionais da área do turismo, do meio ambiente e da sustentabilidade. A união de todos tem proporcionado os avanços na construção de um território mais sustentável para atuais e futuras gerações. Entre as ações norteadoras estão: o turismo responsável, o diálogo intergeracional, o respeito e a valorização da cultura quilombola, assim como o respeito pela natureza. Que continuemos semeando a sustentabilidade junto as atuais e futuras gerações.
Simone Mamede (Coordenadora do curso de formação em Ecoturismo de Base Comunitária no Projeto Municípios Sustentáveis)


O curso de Ecoturismo e a instalação das placas do Ecoturismo de Base Comunitária é uma forma de divulgar a comunidade, é uma forma de dizer que a comunidade quilombo da Boa Sorte existe.
Sr Deoclides (Integrante da comunidade quilombola Furnas da Boa Sorte que participa do processo de implementação do Ecoturismo de Base Comunitária)



A experiência da construção do EcoTBC na Comunidade Quilombola Furnas da Boa tem sido muito especial. Cada passo desse processo é uma conquista, cheia de desafios, especialmente por se tratar de algo novo, mas, ao mesmo tempo, com muitas vitórias e descobertas. O sucesso do último módulo se deu não somente pelo conteúdo necessário e de qualidade à implantação dessa modalidade turística, mas por inaugurar definitivamente um destino turístico diferencial, rico em cultura e biodiversidade. As placas instaladas tem vários significados dentro dessa perspectiva, mas a mensagem principal transmitida é: "Turista, pode chegar que estamos te esperando"! Assim vamos construindo em favor de territórios sustentáveis.
Maristela Benites (ministrante do curso de Ecoturismo de Base Comunitária - Instituto Mamede de Pesquisa Ambiental e Ecoturismo)

A dinâmica e a metodologia utilizadas no curso de Ecoturismo de Base Comunitária realizado na comunidade Quilombola Furnas da Boa Sorte possibilitaram uma melhor compreensão dos conteúdos abordados, permitindo a todos vivenciar na prática junto à comunidade todo conhecimento teórico, fortalecendo ainda mais o aprendizado.
Elizandra Dutra (Turismóloga, mestranda - aluna do curso de formação em Ecoturismo de Base Comunitária na comunidade quilombola)


Além das maravilhas cênicas, os visitantes da Comunidade Quilombola Furnas de Boa Sorte podem relaxar e desfrutar da hospitalidade da comunidade e de suas comidas e artesanato tradicionais. As placas financiadas pela União Europeia e criadas com a comunidade ajudará a transformar o programa de turismo em uma fonte real de renda familiar enquanto preservar seu ambiente natural.
Don Eaton (Coordenador do projeto CEPF, “Municípios Sustentáveis”, WWF-Brasil)